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sábado, 22 de agosto de 2015

ENCONTRO NACIONAL DAS PASTORAIS SOCIAIS

NOTA DO BLOG: A fé se concretiza em obras em favor do próximo, e sobretudo dos menos favorecidos. O raciocínio aqui é muito simples: se Deus é Pai de todos, sem exceção, então Deus, pai de bondade, chama os filhos melhor favorecido para ajudar os menos favorecidos.
Por isso a Igreja não pode abrir mão das Pastorais Sociais. E lembrar que uma ação social verdadeiramente pastoral, vai além do mero assistencialismo.
O encontro das Pastorais Sociais vem no lembrar da missão de construirmos comunidades proféticas e “poéticas” na prática.


Comissão divulga mensagem sobre o Encontro das Pastorais Sociais e Organismos

SEXTA, 21 AGOSTO 2015 19:32
A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz divulga mensagem do Encontro Nacional, que reuniu, de 18 a 20 de agosto, em Brasília, coordenadores das Pastorais Sociais e Organismos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).  Em consonância com a encíclica do papa Francisco, Laudato Si’, o evento abordou o tema: “Cuidado da casa do ser humano e cuidado com o ser humano, especialmente os mais pobres”.  A mensagem é assinada pelo bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão, dom Guilherme Werlang. Confira o texto, na íntegra: 
  Mensagem do Encontro Nacional da Comissão Episcopal Pastoral para o serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB
 “...sabendo que a tribulação gera a constância,
a constância leva a uma virtude provada e a virtude provada desabrocha em esperança.
E a esperança não decepciona...” (Rom 5, 3b-5a)

 Os participantes do Encontro da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da CNBB, reunidos para avaliar o quadriênio e planejar o próximo, iluminados pela sabedoria da última Encíclica do papa Francisco, a Laudato Sí, sobre o cuidado com a “Casa Comum”, queremos ser portadores de uma palavra de esperança ao povo brasileiro, neste momento conturbado que o país está vivendo.
Diante do risco de regressão aos direitos sociais no país, principalmente pelas propostas que estão em tramitação no Congresso Nacional, nos manifestamos com esperança frente às crises que vivemos. É uma crise ética, política e econômica contra as populações e os setores sociais mais fragilizados, atingindo pessoas individualmente e o conjunto da sociedade brasileira.
Para nós cristãos, nos capacita sempre crer que, embora tudo pareça difícil, há saídas.  Enfrentamos crises, sofrimentos, desilusões, cruzes que por vezes nos fazem dizer ou sentir que chegamos ao fim da linha e que não há mais solução. Temos a certeza de que dentro de cada um de nós existe uma luz que nos impulsiona a recomeçar. Vamos sair do comodismo, do desânimo. Não podemos ficar apenas como expectadores ou críticos descomprometidos. Sejamos protagonistas construção de uma sociedade justa, fraterna e solidária, sinal do Reino de Deus.
Nas últimas três décadas a Igreja Católica enfrentou grandes dificuldades. Muitos estavam sem perspectivas. Eis que com o papa Francisco surge uma nova luz, não somente para Igreja, mas, para o mundo. Estamos nos enchendo de esperança.
Acreditamos que podemos superar esse momento histórico. Todavia, nada acontece na história humana por “geração espontânea”. Temos que nos tornar protagonistas da cidadania de um novo Brasil. Entrar em ação. Enfrentar as velhas e novas corrupções, sem ódio, sem violências, sem injustiças, sem retrocessos na democracia, sem golpismos.
A pátria brasileira somos todos nós. Ninguém vai salvá-la sozinho. Por isso convocamos as organizações populares e movimentos sociais ao diálogo permanente, buscando construir as bases do “Brasil que queremos”, expressos nos documentos das Semanas Sociais Brasileiras e que culminaram nas duas Assembleias Populares que realizamos há mais de uma década. Temos história e trajetória construídas. Vamos resistir e denunciar todas as tentativas de “acordos” que possam significar regressão nos direitos sociais da classe trabalhadora e nas conquistas históricas das três últimas décadas: redemocratização, estabilização econômica, redução da desigualdade social, geração de emprego e renda, acesso ao direito à moradia.
Como aprendemos da Encíclica do Papa Francisco: Laudato Sí, não há saída para salvar o planeta, que não passe pela superação da injustiça social. A tarefa é árdua, mas preciosa. Estamos dispostos a construí-la e convidamos a todos que queiram somar para caminharmos juntos.
Com a esperança renovada, nosso abraço fraterno.
Brasília (DF), 20 de agosto de 2015.




terça-feira, 21 de julho de 2015

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E ESCRAVIDÃO MODERNA


TERÇA, 21 JULHO 2015 17:11

O papa Francisco participou nesta terça-feira, 21, no Vaticano, do encontro sobre “Escravidão Moderna e Mudanças Climáticas”. O evento reuniu cerca de 40 prefeitos de cidades do mundo todo, para tratar da temática que está em sintonia com a encíclicaLaudato si’, sobre o cuidado do meio ambiente.
Sete prefeitos brasileiros estiveram presentes no evento, promovido pela Pontifícia Academia das Ciências, com a finalidade de partilhar as melhores práticas em busca de diminuir os problemas de mudanças climáticas e a escravidão moderna. Também participaram do encontro governadores locais e representantes das Nações Unidas (ONU). 
Na ocasião, o papa Francisco falou que as Nações Unidas precisam assumir uma "forte posição" com relação a esses problemas, sobretudo o tráfico de pessoas.  
A respeito da Laudato Si, disse que não se trata de uma encíclica verde, mas de uma encíclica social, "porque dentro da vida social do homem não se pode separar o cuidado com o ambiente". Para o papa, o problema ambiental é uma atitude social. 
Na abertura do encontro, o chanceler da Pontifícia Academia das Ciências, dom Marcelo Sánches Sorondo, recordou que mais de 30 milhões de pessoas são vítimas da escravidão moderna, feitas de mercadoria de troca em um volume de negócio que movimenta cerca de 150 bilhões de dólares ao ano.
O bispo apontou também que pobres e excluídos incidem minimamente nas alterações do clima, embora sejam os mais expostos às mudanças climáticas provocadas por ações do homem.

Em seguida, dom Sorondo reiterou a posição clara de Francisco contra a escravidão moderna e convidou os presentes a rejeitarem qualquer forma de privação da liberdade pessoal ou de partes do corpo para fins de exploração.