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terça-feira, 21 de maio de 2013

PALAVRAS DE UM JOVEM VICENTINO

Esse post é mais um artigo da série OLHARES DA JUVENTUDE, escrito por um jovem da Sociedade São Vicente de Paula.
Levanta-te e anda

Queridos amigos e irmãos jovens, é com muita propriedade que venho tratar  desse assunto com vocês, pois também sou jovem, enquanto jovens muitas vezes nos apegamos no secularismo desse mundo, deixando – nos levar pelo caminho mais fácil, mais prazeroso. Mas devemos ver o grande exemplo que Jesus veio ao mundo nos trazer, um novo modelo de vida. Deus enviou seu filho amado ao mundo para nos salvar, e aqui na terra mostrar uma nova proposta, á proposta da santidade, o convite para que sejamos santos, Jesus na terra como humano passou por todas tribulações, foi tentado, mas não se corrompeu ao pecado. Sei que somos fracos e estamos vulneráveis ao pecado, muitas vezes a nossa condição humana nos remete para o pecado, que infelizmente no mundo secular está como se fosse normal, em nosso dia-a-dia temos o pecado como prática comum. Porem Jesus em sua passagem pela terra nos ensina um novo jeito para nos santificar-mos, mesmo sendo tão pecadores, sabe qual? Pois eu lhe respondo: a pratica da caridade, indo ao socorro dos pobres e marginalizados, como o próprio Jesus foi, amando o próximo como Jesus amou, cuidando dos vulneráveis, dos indefesos, ele mesmo deixa claro isso para nós, no evangelho: (Mateus 25:35-46). Nesse evangelho ele nos diz que tudo que fizermos pelos pequeninos (pobres) estaremos fazendo ao próprio Deus, a caridade é a maior e mais eficaz forma para nossa santificação, e não devemos também nunca esquecermos do precioso sacramento da confissão, onde em Jesus através do Sacerdote (Padre) perdoa - nos de nossas culpas, para que assim,  livre de nossos pecados, possamos viver com mais dignidade interior, e buscar com ainda mais força a santidade. Finalizo esse artigo pedindo a rica bênção de Deus para o povo Brasileiro, em especial para nós jovens, e a Maria nossa Mãezinha peço que nunca canse de interceder a Deus por nós.


Fraternalmente,

Confrade Júlio Winicius Arruda,
Diocese de Governador Valadares/MG.

terça-feira, 30 de abril de 2013

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A JUVENTUDE


Políticas Públicas para a Juventude
 (OLHARES DA JUVENTUDE - 02)

O ano de 2013 está marcado por manifestações com temas relacionados à juventude. O fato ocorre devido alguns segmentos da sociedade, entre estes, podemos destacar a igreja católica, que traz na sua Campanha da Fraternidade o tema juventude. Somando-se a isto, este ano, ocorrerá no Rio de Janeiro a Jornada Mundial da Juventude, onde jovens do mundo todo estarão reunidos.
Diante desses acontecimentos surgem às oportunidades de debates de temas relacionados à juventude. Momento propício para avaliação e ao mesmo tempo oportunidades para apontar caminhos onde a juventude pode avançar.
Reconhecemos que a juventude está fragilizada, passa por um momento da história em que não será tão lembrada pela ação de transformação social. Quando se fala de participação e mobilização a juventude está desmotivada, sem identidade.

Não significa que devemos apontar a juventude como culpada pelo fato. Isso ocorre pela falta de espaços oferecidos pela sociedade atual. Os principais segmentos representativos no Brasil sejam políticos, sociais e religiosos, estão cada vez mais conservadores. Muitos deste com opiniões formadas não abrindo espaço para a inclusão do pensamento jovem.
Oposto a isto, temos inúmeros ambientes negativos favoráveis e convidativos à presença da juventude, entre este podemos destacar as drogas seja licitas e ilícitas, o crime, o tráfico e a mídia, em especial a internet que é um caminho complexo e propício para a ilegalidade.
Ao trabalhar temas relacionados à juventude, devemos olhar para os jovens, incluí-lo no debate. As ideias devem partir da juventude. Este é outro desafio, tendo em vista, que, até o momento muitos temas sobre jovem não incluem a opinião do jovem. São temas impostos, não retratam os valores e os anseios juvenis.
Falar da juventude é lembrar de mais de 50 milhões de brasileiros e brasileiras que a todo momento é bombardeado pelo consumismo, pelo individualismo, pela mídia e pelo modelo econômico atual. É reconhecer neles o presente de uma realidade que indica como será o futuro.
Falar de juventude é falar de políticas públicas. Mesmo representando mais de 25% da população, a juventude ainda não avançou no quesito políticas específicas e claras. Essas políticas têm como finalidade definir estratégias de participação do poder público em ações pontuais que atinja claramente à juventude, garantindo a estes, serviços sociais com igualdade de direito.
Quando se fala em participação a juventude ainda está atrás dos demais segmentos representativos como assistência social, educação, saúde, meio ambiente entre outros. É momento da juventude aprofundar seus conhecimentos nos espaços participativos garantidos por lei.
Entre os espaços que a juventude deve reivindicar, está a participação em conselhos de juventude. Os conselhos são órgãos importantíssimos, neles se constroem as políticas públicas específicas para a juventude. São espaços democráticos, onde diversos segmentos da sociedade civil – neste caso, representado pelos jovens – debatem, juntamente com o poder público, as melhores estratégias para o enfrentamento das necessidades básicas daqueles que são usuários da política.
Também é função dos conselhos atuarem como fiscalizadores dos recursos públicos. Essa presença efetiva torna os recursos públicos mais transparentes. Por outro lado, a probabilidade de acertos dos investimentos são maiores, tendo em vista que as decisões são tomadas de forma coletiva, levando em consideração agentes – no caso os jovens – que estão lidando diretamente e diariamente com os problemas enfrentados pelos jovens. 
Portanto é momento dos jovens fortalecer os conselhos da juventude, ingressar nestes espaços tendo como meta criar políticas publicas que garanta aos jovens uma educação de qualidade, o ingresso de todas as camadas sociais em universidades públicas, que o poder público tenha políticas clara para o primeiro emprego, que dê aos jovens do campo a mesma oportunidade que os jovens urbanos, que tenha acesso à saúde de qualidade e gratuita e que crie mecanismos mais diretos no combate às drogas seja licita ou ilícita.
Este é um momento impar para a juventude avançar na garantia de direito sociais. Portanto, cabe aos jovens conhecer como funciona o conselho da juventude no seu município, caso ainda não funcione, reivindique do poder público o seu funcionamento. É direito do jovem. É momento da juventude se organizar, mostrar que podem fazer a diferença.

Júlio César de Oliveira Brum
Conselheiro Estadual de Assistência Social
Especialista em Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais – UFMG
  

sábado, 2 de março de 2013

JUVENTUDE E ATUAÇÃO SOCIAL

Com esse artigo queremos abrir a SÉRIE: OLHARES DA JUVENTUDE. Esperamos está contribuído com a reflexão social nessa campanha da fraternidade.


Somos jovens e temos muitos sonhos, somos jovens sinal de esperança e de vida, somos jovens e queremos construir outro mundo que é possível. A Campanha da Fraternidade apresenta a juventude novamente como pauta prioritária após 21 anos, a igreja quer entender um pouco a dinâmica dos jovens de hoje para se adaptar ao jeito jovem de ser. Precisamos de uma Igreja Jovem e Missionária e não o jovem ser igreja somente,  é urgente ir ao encontro dos jovens nas praças, nos becos e nas comunidades rurais é nossa missão ir ao encontro da juventude, e ir para ouvir e não somente para falar, os jovens tem muito a dizer para a igreja já dizia Dom José Mauro, “in memoriam”.
Nossas comunidades precisam ser as pequenas células de uma atuação social para jovens, muitas vezes é na comunidade que os jovens encontram consigo mesmo e se conhecem melhor, sabem de suas capacidades e limitações e é nesse mesmo espaço que socializamos nossos sonhos a partir do projeto de sociedade de Jesus Cristo, aqui é onde brotam as vocações sociais, boas lideranças comunitárias que quando adultos vão ocupar cargos importantes na construção do reino. A juventude tem um papel singular na construção de uma nova sociedade, mesmo hoje no mundo virtual em que vivemos somos o grupo que mais se encontra, nas noites escuras, nas manhãs frias ou nas tarde calorosas, formamos um grande coletivo das juventudes, diversos rostos, diversos jeitos de ser jovem que formam o mosaico juvenil de Mutum, a praça é nossa e queremos fazer dela um espaço de garantia de direitos.
E é na praça que nosso projeto de vida ganha força e avança para águas mais profundas, são nos espaços de socialização que sentimos a diversidade social e somos motivados por um Jesus que não teve medo de socializar tudo o que tinha que caímos para dentro das rodas de conversas , criando grupos de jovens, grêmios estudantis e outras organizações juvenis.  A atuação social não está restrita somente a atuação política governamental, pois fazemos política em todos os momentos de nossas vidas, e precisamos levar para os espaços de participação social nosso jeito jovem de ser igreja para profetizar nossa missionariedade, vamos ocupar o espaço que nos pertence, vamos juntos caminhar, sorrir e chorar com sol ou com chuva estaremos de mãos dadas na luta pela garantia de nossos direitos.

Edgar Mansur
Assessor do Deputado Federal  Nilmário Miranda
Pastoral da Juventude